FEVERIRO 2012
Iniciou-se com a formação da mesa de abertura com lideranças formais da comunidade: presidentes das associações, presidente do CLS e o Pároco do Distrito. O Médico da Equipe fez o discurso de abertura, tendo até 20 min. Logo a palavra ficou facultada as lideranças que formavam a mesa, tendo até 05 minutos, cada um para fazerem suas considerações.
DISCURSO DE ABERTURA:
Bom dia a todos e a todas! Em primeiro lugar quero saldar!
As lideranças comunitárias, formais e informais, que sempre estão juntos ajudando e contribuindo de uma forma ou de outra com a comunidade, vcs. Estão de parabéns!
Muito bom dia; aos convidados (as) que estão junto comigo formando esta mesa de abertura do Iº SESAFAC, pois com certeza será um sucesso e teremos outros, então um muito obrigado em nome de toda ESF do Aracatiaçu pela presença e também por ter nos ajudado de uma forma ou de outra para concretização do seminário: Citar nomes e o que representa...
Quero aqui em público agradecer aos que se empenharam de verdade na realização do Iº SESAFAC, Principalmente a comissão de infraestrutura nas pessoas da Dra. Rita, Dra. Helena, e Aux. De Enfermagem Jamila, assim como a Secretaria Municipal de Saúde, na pessoa do Dr. Carlos Hilton. Mas também os demais, incluindo todos os agentes de saúde, que foram essenciais para todos os convidados estajam aqui hoje. (Bom)
A origem do Programa Saúde da Família ou PSF, agora ESF- Estratégia de Saúde da Família, teve início em 1994, como um dos programas propostos pelo governo federal aos municípios para implementar a atenção básica. O PSF é tido como uma das principais estratégias de reorganização dos serviços e de reorientação das práticas profissionais neste nível de assistência. Tendo como objetivos, promoção da saúde, prevenção de doenças, cura e reabilitação. E isto traz muitos e complexos desafios à serem superados para que possa consolidar-se enquanto tal.
No âmbito da reorganização dos serviços de saúde, a estratégia da saúde da família vai ao encontro dos debates e análises referentes ao processo de mudança do paradigma que orienta o modelo de atenção à saúde. Estes pressupostos, tidos como capazes de produzir um impacto positivo na orientação do novo modelo e na superação do anterior, calcado na supervalorização das práticas da medicina curativa, especializada e hospitalar, e que induz ao excesso de procedimentos tecnológicos e medicamentosos e, sobretudo, na fragmentação do cuidado, encontra, em relação aos recursos humanos para o Sistema Único de Saúde (SUS), outro desafio. Tema também recorrente nos debates sobre a reforma sanitária brasileira
Verifica-se que ao longo do tempo, tem sido unânime o reconhecimento acerca da importância de se criar um "novo modo de fazer saúde”. Atualmente, o PSF é definido como Estratégia Saúde da Família (ESF), ao invés de programa, visto que o termo programa aponta para uma atividade com início, desenvolvimento e finalização.
O PSF é uma estratégia de reorganização da atenção primária e não prevê um tempo para finalizar esta reorganização. Mas sentimos algumas dificuldades nesta concretização, várias situações são apontadas como causa. Uma delas, é porque a maioria dos profissionais de saúde são formados na concepção médico-industrial. Nesse sentido, é preciso que os gestores, e o povo, fazendo pleno uso de sua cidadania, participem diretamente para forçar a mudança desse sistema vigente.
Os agentes comunitários de saúde têm um papel importante na força motriz para mobilização da comunidade, em todos seus níveis, desde a promoção de saúde à prevenção de doenças. Ademais na conscientização cidadã, do exercício da cidadania. Logo os ACS’s, são profissionais de fundamental importância para construção de um modelo de saúde voltado para promoção e prevenção de doenças.
A medicina de família e comunidade, portanto não é uma novidade no Brasil, ou no mundo. Também não significa o simples retorno ao antigo modelo de “médico de família”, desprovido de uma tecnologia específica ou mesmo dos avanços modernos da ciência.
Construir novos paradigmas como: interdisciplinaridade, transdisciplinaridade e multiprossionalidade. São conceitos que devem ser práticas de um trabalho em equipe, ou seja, há uma necessidade que os profissionais da Estratégia de Saúde da Família trabalhem juntos, para realização completa dos princípios do SUS. E para que isso para que isto aconteça, seus usuários precisam usar de sua cidadania com participação e contribuição no processo de gestão do trabalho e melhoria do atendimento. Não somente com críticas, mas com proposta coerentes e familiarizadas com a realidade local.
A partir desta percepção nós que fazemos o CSF de Aracatiaçu vimos a necessidade de ser posto em pauta o conceito de co-gestão, ou seja, chamarmos para o diálogo a comunidade através de suas representações, no intuito de apontarmos juntos alguns desafios, com o espírito de solidariedade e de construção coletiva propormos ações de mudanças.
É nesse sentido que surge a proposta da ESF de Aracatiaçu, de realizar um seminário, já proposto pelos SUS. Reunindo profissionais da saúde, gestão, comunidade e sociedade civil organizada, no intuito de melhorar o atendimento no seu território de abrangência.
O I seminário em saúde da família no campo (Iº SESAFAC), tem em sua essência principal; conhecer como pensa a população a respeito da saúde em seu território, assim como analisar propostas de mudanças, que venham melhor as prática dos princípios do SUS. Deve-se também elencar várias ideias que irão contribuir para a gestão local e assim alcançar um melhor atendimento aos seus usuários.
OBJETIVOS:
1- Conhecer a realidade local a partir da visão das lideranças formais e informais da comunidade;
2- Buscar um nivelamento sobre o sistema de saúde - SUS/ESF;
3- Agrupar elementos que servirão de base para o planejamento estratégico situacional do CSF: Lêda Prado- Aracatiaçu;
4- Construir um processo de co-gestão entre ESF e população – usuários.
Desde já, mais uma vez agradecemos a todos e todas que de uma forma ou de outra nos ajudaram, assim como todos que aqui estão e que farão deste seminário um grande evento produtivo, bom trabalho!
Finalizo dizendo um trecho de um discurso do Médico, revolucionário e lutador do povo: Chê Guevara.
“Na terra faz falta pessoas que trabalhem mais e critiquem menos, que construam mais e destruam menos, que prometam menos e resolvam mais, que esperem receber menos e deem mais e que digam melhor agora do que amanhã”.
Muito Obrigado!
Em seguida, algumas lideranças fizeram uso da palavra. Enfatizando a importância do seminário, apontando alguns desafios que o SUS tem na prática, principalmente no tocante a marcação de consultas especializadas e exames de alta complexidade. Pe. Manoelito “pontuou a importância da direito do povo do Aracatiaçu cobrar, e muito, pois a comunidade está abandonada, falta política séria. Citou o trabalho de reciclagem que a igreja tem em conjunto com a comunidade, enfatizando que o mesmo já recebeu vários nãos do poder público. E enfatiza: “se Sobral não quer o Aracatiaçu é melhor que dê sua emancipação”.
Nesse momento chega à representação da Secretaria de Saúde; CMSS e Coordenação da Atenção Básica. Indhira Sherlock,Maikel Gomes, Expedito Vidal. Todos fizeram uso da palavra, frisando a importância do seminário e se colocando como apoio. Indhira Sherlock justificou a não presença do Secretário Dr. Carlos Hilton, pois teria viajado a Honduras levando experiência do sistema de saúde de Sobral, reforçando o quanto e ESF já está consolidada no município, sendo exemplo para outros lugares.
Na ocasião ouve uma pequena reflexão sobre alguns desafios do SUS em Sobral, como a necessidade de mais profissionais, o transporte em nível do hospital, a demora do atendimento no csf ou no hospital com especialistas, para serem marcadas via central, uma verdadeira transformação do sistema público de saúde em particular. Onde, esses serviços não são ofertados pelo SUS, nos hospitais públicos, mas se o cidadão pagar pelo serviço ele imediatamente ele recebe o atendimento do Médico dentro do hospital credenciado pelo SUS, exe.: consulta pelo contribuinte.
É nesse momento que se passa o filme? “Quem comeu o meu queijo”? Onde foi feito uma reflexão coletiva sobre o filme e nossa atuação como cidadãos. A idéia central deste trabalho surgiu a partir da leitura do livro “Quem Mexeu no Meu Queijo” (Johnson, 2001), O filme QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO, relata um historia sobre mudanças, na qual o Queijo e aquilo que você quiser, seja no trabalho ou na vida pessoal. No filme existem quatro personagens da historia que são dois ratinhos e dois duendes que representam partes de todos nos, não importa a nossa idade, sexo, raça ou nacionalidade já¡ que ao assistir o filme, observamos que compartilhamos sempre algo em comum com os personagens e a situação em que eles se envolvem. A necessidade de encontrar o nosso caminho, representado por um labirinto e atingir o sucesso nesses tempos de mudanças e fundamental. Portanto, o filme QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO relata a realidade aplicável na atualidade. O labirinto, que representa nossas dificuldades e desafios, e o caminho por onde procuraremos o queijo. Percebemos que o filme retrata a nossa realidade a qualquer instante. Os personagens Sniff e Scurry (ratinhos) e Haw e Hem (duendes) idealizam pensamentos totalmente aplicáveis a nossa realidade.
O filme retrata bem a realidade e nos remete a reflexão com relação a nossas atitudes e também aos desafios e mudanças que estamos enfrentando. As frases escritas por Haw mostram ensinamentos que tranquilamente são aplicáveis a esse mundo de mudanças ate mesmo incontroláveis ......
Ter queijo me deixa feliz!
Quanto mais importante e o seu queijo para você, menos você deseja abrir mão dele!
O que você faria se não estivesse com medo?
Cheire o queijo com frequências para saber quando esta¡ ficando velho!
Quando você vence o medo, sente-se livre!
Quando mudamos aquilo em que acreditamos, mudamos o que fazemos.
Você pode ler a mensagem na parede? .....
A mudança acontece! Eles continuam mexendo no queijo.
Preveja a mudança! Cheire o queijo com frequência para saber se esta ficando velho.
Adapte-se rapidamente a mudanças. Quanto mais depressa você se desfizer do queijo velho, mais cedo vai se deliciar com o queijo novo.
Aprecie a mudança. Sinta o gosto da aventura e do queijo novo.
Esteja preparado para mudar rapidamente, muitas vezes. Eles continuam mexendo no queijo!!!
Foi feito uma conexão como a realidade do SUS e da ESF especificamente na comunidade do Aracatiaçu.
II MOMENTO
Fez-se uma viajem no tempo, para analisar a história da saúde pública no Brasil, exposição dialogada com o Médico de Família: Dr.Josiano Macêdo, o mesmo utilizou cinco questões que nortearam a conversa:
- Como era a saúde de Aracatiaçu e Sobral antes do SUS?
- Citem exemplos?
- O que é o SUS?
- O que mudou depois do SUS?
- Quais desafios ainda encontrarão para concretizar o SUS?
Na luz destas questões foi desenvolvido um diálogo com os participantes, onde se pontaram vários desafios e inquietações. Mas se percebeu a dificuldade na interpretação dos conceitos no debate sobre SUS, tentou-se nivelar algumas temáticas envolvendo as palavras geradoras do debate, por exemplo: o SUS é uma pessoa? É um projeto? Ou é uma política pública? Quem são os responsáveis por sua concretização? Sendo feito um diálogo sobre o SUS. Antes e depois, buscando-se esclarecer e igualar o conhecimento dos participantes de como funciona o SUS, tentando mostrar-lhes as políticas organizativas do SUS.
Em algum momento do debate quiseram sair dos objetivos do SESAFAC, mas foi feito a reflexão que teriam que focar no Território, no intuito de buscar responder os objetivos do Seminário, assim os trabalhos foram acontecendo com sucesso.
III E IV MOMENTO
Iniciou-se no período da tarde com a presença da Secretária Executiva de Saúde de Sobral Dra. Cristiane Coelho, onde fez uso da palavra primeiramente parabenizando a Equipe de Saúde do Aracatiaçu pelo evento, frisando a importância do seminário na busca de melhor qualidade do atendimento em saúde, explicou que a gestão sabe dos desafios que envolvem algumas situações como: transporte, inclusive para visitas aos assentamentos, mas já tem planos para solucionando esses problemas.
Em seguida o orador Júnior chamou a usar a palavra o facilitador da dinâmica dos grupos: Josiano Macêdo. Onde foi explicado que os grupos iriam debater em primeiro momento sobre Sinais de Vida= a Potencialidades e Sinais de Morte= Fragilidades que os que se faziam presentes percebiam em relação à sistema de saúde do distrito de Aracatiaçu.
Logo os grupos fizeram as discussões e planejamento, onde pontuaram desafios e ações e delegaram seus respectivos responsáveis, diretos e indiretos, para realização destes (as).
Explicou-se ainda que a produção do SESAFAC seria usada de subsídio para as instancias da sociedade civil organizada, gestão e CSF. Portanto o Seminário não terminaria no dia 14, mas sim, seguirá nos debates em cada espaço de construção de melhorias para o sistema de saúde de Aracatiaçu. Sendo seu principal objetivo a co-gestão entre CSF, usuários e gestão. Todos em busca da resolutividade das propostas encaminhadas. Entendendo que algumas ações seriam executadas à médio, e outras, em longo prazo. Abaixo, a produção dos grupos que serão usadas para o planejamento da ESF de Aracatiaçu, do controle social, por meio da sociedade civil organizada e da Gestão.
GRUPO: 01
Facilitadoras: Rita de Cássia e Patrícia
PROPOSTAS E ENCAMINHAMENTOS:
| SINAIS DE VIDA | SINAIS DE MORTE | PROPOSTAS |
| Terra para plantar/produzir | Enchentes | Criação de pontes e boeiros; Recuperação de acessos e passagens molhadas para as localidades que ficam ilhadas |
| Agricultura familiar | Uso de agrotóxicos nas plantações | Plantações orgânicas; sessão educativa com agricultores sobre medidas alternativas para lidar com pragas |
| Existência do Conselho Local de Saúde | Desemprego/ócio | Qualificar as pessoas – Cursos profissionalizantes Formação para pequenos produtores Acessórias técnicas no campo |
| Participação popular | Acesso/uso de drogas lícitas e ilícitas | Palestra, opções de lazer, roda de conversas nas escolas e igrejas, apoio aos pais. |
| Existência de duas equipes de saúde completas | Ausência de escolas profissionalizantes | Implantação de escolas/cursos profissionalizantes |
| Universitários naturais do distrito e aumento destes números | Deficiência no trabalho de educação em saúde realizado pelos ACS’s nas comunidades | Presença de educadores nas comunidades |
| Escolas de qualidade | | |
| Aumento do número de alunos matriculados e frequentando as escolas | | |
| Quantidade de organizações populares consolidadas/existentes | | Fortalecer os conselhos locais, criar oportunidades de diálogo. |
| Atendimento do CSF | Falta de união (ações integradas) entre as associações | Fortalecer os conselhos locais, criar oportunidades de diálogo. |
| | Triagem deficiente devido ao horário de chegada dos profissionais na UBS | Capacitar/qualificar profissionais do próprio distrito para realizarem a triagem |
| | Incompreensão da comunidade em alguns momentos – abrir mão de algo | Reuniões com a comunidade |
| | Falta de opções de lazer | Promover esportes, cultura, construção de praças e espaços coletivos. |
| | Auto índice de pessoas depressivas | Promover esportes, cultura, construção de praças e espaços coletivos. Presença de psicólogos Implantação de psicoterapias |
| | Falta de segurança | Policiamento suficiente com recursos adequados para atendimento às ocorrências que surgirem |
| Implantação dos serviços de saúde bucal - duas equipes | Falta de estradas adequadas para o período de chuva | |
| | Falta de transportes para a realização da assistência pela equipe de saúde | Transporte maior Melhor organização das demandas Motoristas fixos para cada distrito Condições adequadas de trabalho para os motoristas |
| | Comodidade da comunidade buscando atendimento em domicílio desnecessário | Construção de uma casa de apoio nas localidades |
| | Ausência de insumos necessários | |
| Presença dos ACS’s nas localidades | | |
| Presença de um ponto de apoio na comunidade | Queimadas | |
| Triagem realizada pelo ACS na comunidade | | Triagem realizada pelo ACS das pessoas de sua área |
| Iniciativa das pessoas em cuidar de sua própria saúde | | |
| | | Divulgar em meios de comunicação experiências exitosas em determinadas localidades |
| | | Fazer uso dos meios de comunicação para divulgar funcionamentos e fluxos dos serviços de saúde |
| | | Mobilizar a comunidade para discutir sobre seus próprios problemas de saúde e pensar em soluções adequadas para sua realidade |
| | Falta de saneamento ou saneamento inadequado | |
| | Falta de assistência terapêutica | |
| | | Utilizar os alunos como multiplicadores e difusores de idéias e ações |
| Programa da rádio | | Envolver o conselho, demais associações e CSF em ações compartilhadas. |
| Potencial empreendedor | Falta de transporte coletivo | |
Obs. As ações pintadas de vermelho envolvem diretamente o setor de saúde, faltam ainda seguir os debates nos espaços de co-gestão na comunidade, onde deve se pontuar os responsáveis diretos e indiretos das ações.
GRUPO: 02
Facilitadora (o): Helena Vasconcelos e Júnior
PROPOSTAS E ENCAMINHAMENTOS:
| Potencialidades | Fragilidades | O que fazer | Como fazer | Quem fazer(D) | Quem fazer (I) |
| Estrutura física das UBS | Falta de Saneamento básico | Ofício e abaixo assinado e formar uma comissão da comunidade | Mobilizando a comunidade | Gestores e secretaria de habitação | A comunidade |
| Equipes completas | Falta carro para Equipe | Ofício e abaixo assinado e formar uma comissão da comunidade | Mobilizando a comunidade | Secretaria de Saúde e Gerente | A comunidade |
| Ambulância nova | Falta Profissional de nível superior | Ofício e abaixo assinado e formar uma comissão da comunidade | Mobilizando a comunidade | Secretaria de Saúde e Gerente A comunidade | A comunidade |
| Coleta de reciclagem | Falta de RX odontológico | Falar com encarregado da saúde bucal | Por Ofício | Dentista e coordenador | A comunidade |
| Aterro Sanitário? | Alguns ACS não cumprem a carga horária | Melhorar a fiscalização | Comunidade ajudando assinando os mapas, conscientizando a comunidade. | Enfermeiros e os ACS | A comunidade |
| Empresas geradoras de empregos | Aterro sanitário não adequado | Solicitar que seja construído adequadamente | Através de Ofício para a Prefeitura | PMS | A comunidade |
| Conselho Local de Saúde | Tratamento de água não adequada | Solicitar aos órgãos competentes | Através de Ofício para a Prefeitura | Estado e PMS | A comunidade |
| Programa Alô saúde | Segurança inconstante | Solicitar aos órgãos competentes | Através de Ofício para a Prefeitura | Estado e PMS | A comunidade |
| -Água tratada | Marcação de consultas e exames | | | | |
| Escolas | Fiscalização de transito | Solicitar ao CTTU | CTTU | | A comunidade |
| Açude | Falta de acolhimento adequado na UBS | Planejar e sensibilizar a equipe, iniciar o acolhimento com os profissionais da comunidade. | Conscientização da comunidade com educação em saúde. | Profissionais da Saúde | A comunidade |
| Plantão de 24 h na UBS | | | | | |
GRUPO:03
Facilitadoras: Bárbara e Conceição
PROPOSTAS E ENCAMINHAMENTOS:
| Potencialidades | Fragilidades | O que podemos fazer para melhorar Como fazer para melhorar | Quem |
| 1. Água tratada na sede 2. Posto de saúde 3. Ambulância 4. Atendimento nas localidades 5. Visitas domiciliares de todos os profissionais 6. Presença ativa dos agentes de saúde 7. Cisternas nas localidades 8. Caminhão de lixo (conquista recente) 9. Aterro sanitário 10. Presença da medicação gratuita 11. Presença de duas equipes completas 12. Boa relação médico-paciente (preocupação com a saúde como um todo) | 1. Falta de água encanada e tratada nas localidades 2. Falta de coleta de lixo em algumas localidades 3. Melhorar a estrutura para triagem no CSF 4. Horário de chegada dos funcionários do turno noturno 5. Demora em marcação de consultas e exames em Sobral 6. Falta de ponto de apoio apropriado nas localidades para os profissionais Dificuldade de acesso à sede durante o período do inverno 7. Falta de carro destinado para zona rural adequado e exclusivo para equipe 2 Carro para transporte dos pacientes da zona rural para sede 8. Falta de equipamentos de urgência e emergência no CSF 9. Horário de chegada dos funcionários da equipe 10. Falta de medicação 11. Demora em marcação para o dentista | 1. A comunidade reunida na forma de associações pode elaborar projetos e pressionar a prefeitura para melhoria das condições de atenção básica (água tratada e a coleta de lixo organizada) 2. Orientação e educação sanitária individual e coletiva, organizada pelos próprios moradores e a equipe (organização do lixo, cuidados na prevenção da dengue, etc.) 3. Melhorar a estrutura física; Iniciar mais cedo; Carro próprio da equipe; Falta de privacidade no acolhimento (paciente não sente à vontade para expor seu problema perante os outros profissionais); 4. Horário diferenciado das equipes para não gerar período ocioso no CSF; Carro certo para trazer o plantonista; Médico em período noturno. 5. Reorganização da central de marcação de consultas; Aumentar o quadro de profissionais; Aumentar a quantidade de equipamentos e subsídios para consultas especializadas e exames; 6. Reaproveitamento de propriedades estatais desabitadas presentes nas localidades para servir como ponto de apoio (Unidade de odontologia que funcionava na Emasa; Colégio desativado no riacho Gabriel; Melhoria da infraestrutura do Colégio as Flores já utilizado como ponto de apoio) | 1. Direto: prefeitura e Indireto: comunidade 2. Direto: equipe e prefeitura Indireto: comunidade 3. Direto: prefeitura Indireto: comunidade 4. Direto: prefeitura Indireto: comunidade 5. Direto: prefeitura Indireto: comunidade 6. Direto: prefeitura Indireto: comunidade |
è O que podemos fazer para melhorar
è Como fazer para melhorar
Nas instâncias da comunidade conselho, associações e ESF fará a continuidade.
Para reflexão em plenária foi lida a história abaixo:
A MENINA DO VESTIDO AZUL
Cleibiana Seibel *
Num bairro pobre de uma cidade distante, morava uma garotinha muito bonita. Acontece que essa menina frequentava as aulas da escolinha local num estado lamentável. Suas roupas eram tão velhas que seu professor resolveu dar-lhe um vestido novo. Assim raciocinou o mestre: "É uma pena que uma aluna tão encantadora venha às aulas desarrumadas desse jeito. Talvez, com algum sacrifício, eu pudesse comprar para ela um vestido azul".
Quando a garota ganhou a roupa nova, sua mãe não achou razoável que, com aquele traje tão bonito, a filha continuasse a ir ao colégio suja como sempre, e começou a dar-lhe banho todos os dias, antes das aulas. Ao fim de uma semana, disse o pai: "Mulher, você não acha uma vergonha que nossa filha, sendo tão bonita e bem arrumada, more num lugar como este? Que tal você ajeitar a casa, enquanto eu, nas horas vagas, vou dando uma pintura nas paredes, consertando a cerca, plantando um jardim?"
E assim fez o humilde casal. Sua casa ficara mais bonita que todas as outras da rua, e os vizinhos, inspirados naquela casa, se puseram a arrumar as suas próprias moradias. Desse modo, todo o bairro melhorou consideravelmente. Por ali, passava um político que, bem impressionado, disse: "É lamentável que gente tão esforçada não receba nenhuma ajuda do governo". E, dali, saiu para ir falar com o prefeito, que o autorizou a organizar uma comissão para estudar que melhoramentos eram necessários ao bairro. Dessa primeira comissão surgiram muitas e muitas outras e hoje, por todo o país, elas ajudaram os bairros pobres a crescerem e melhorarem.
E pensar que tudo começou com um vestido azul. Não era intenção de aquele simples professor concertar toda a rua, o bairro, nem criar um organismo que socorresse os bairros abandonados de todo o país. Mas ele fez o que podia, ele deu a sua parte, ele fez o primeiro movimento do qual se desencadeou toda aquela transformação. (Gardel Costa)
Ao ouvir esta historia, fiquei pensando no poder de um pensamento. Muitas pessoas têm sonhos, que elas mesmas não permitem que sejam realizados. Quantas vezes achamos impossível a transformação de um sistema, de uma realidade, de uma vida? Quantas vezes não nos permitimos sonhar por achar impossível estes sonhos. Os grandes feitos da humanidade partiram também de um pensamento. Todos os grandes ou pequenos movimentos em prol da vida em abundância do mundo partiram de um pensamento aqui e acolá. A frase "sonho que se sonha sozinho é somente um sonho, mas sonho que se sonha junto se torna realidade" reflete isso. Também é isto que Jesus Cristo quer nos dizer em tantas historias que nos contou. Ele não somente sonhou como fez acontecer. Ele disse: "Vocês são o sal da terra e a luz do mundo”... Juntos temperaram e iluminaram melhor.
Cada atitude nossa, mesmo que pareça pequena e que não dê frutos instantâneos, é importante e traz resultados. Existem sonhos iguais espalhados pelo mundo inteiro. Que possamos sonhar na certeza de que este sonho pode se tornar realidade. Esta certeza nós temos no próprio Cristo que tornou o sonho da nossa salvação realidade.
"E difícil reconstruir um bairro, mas é possível dar um vestido azul".
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA:
FORTES, P. A. de C. Ética e saúde. São Paulo: EPU, 1998.
GARRO, Linda Y. et al. Atenção a saúde em população rural. Algumas Observações Antropológicas. Rio de Janeiro: Abrasco, 2003.
LEBOW, Jay L. Avaliações de usuários na qualidade de cuidado médico. São Paulo: Hucitec, 2004.
PINHEIRO R. S. et al. Gênero, morbidade, acesso e utilização de serviços de saúde no Brasil. Ciência Saúde Coletiva, 2002; 7: 687-707.
Método Paidéia de Cogestão de coletivos organizados para a produção de valor de uso o método Paidéia - Gastão Wagner.