sábado, 28 de janeiro de 2012

Acolhimento por Classificação de Risco

 Deve ser usado para adaptação do acolhimento nas Unidades de Saúde da Família, com objetivo de melhorá a organização do fluxo de atendimento


Vermelho: prioridade zero – emergência, necessidade de atendimento imediato.

Amarelo: prioridade 1 – urgência, atendimento o mais rápido possível.

Verde: prioridade 2 – prioridade não urgente.

Azuis: prioridade 3 – consultas de baixa complexidade – atendimento de acordo com o horário de chegada.











Classificação de Risco Vermelha:


Ø Desconforto respiratório grave;
Ø Dor de forte intensidade;
Ø Crises convulsivas (inclusive pós-crise);
Ø Intoxicações exógenas com sintomatologia;
Ø Anafilaxia ou reações alérgicas associadas à insuficiência respiratória;
Ø Complicações de diabetes (hipo ou hiperglicemia);
Ø Alterações de sinais vitais em paciente sintomático:
Ø Pulso > 140 ou < 45
Ø PA diastólica > 130 mmHg
Ø PA sistólica < 80 mmHg
Ø FR >34 ou <10
Ø Crianças com Infecções graves – febre, exantema petequial ou púrpura, alteração do nível de consciência.
Ø Gestantes sintomáticas (DHEG, vômitos, PA, contrações, STV, etc.)
Ø Vômitos e diarréia com sinais de desidratação






Classificação Amarela


Ø Dores de Intensidade Moderada (ouvido, dente, cefaléia);
Ø Alterações de sinais vitais em paciente sintomático:
Ø História recente de melena ou hematêmese ou enterorragia com PA sistólica, 100 ou FC > 120.
Ø Epistaxe com alteração de sinais vitais;
Ø Dor abdominal intensa com náuseas e vômitos, sudorese, com alteração de sinais vitais
Ø Sangramento vaginal com dor abdominal e alteração de sinais vitais; gravidez confirmada ou suspeita;
Ø Náuseas/Vômitos e diarréia persistente com sinais de desidratação grave – letargia, mucosas ressecadas, turgor pastoso, alteração de sinais vitais;
Ø Histórico de desmaios;
Ø Suspeita de Fraturas anguladas e luxações;
Ø Intoxicação exógena sem alteração de sinais vitais;
Ø Adultos com Infecções graves – febre, exantema petequial ou púrpura, alteração do nível de consciência.
Ø Vômitos e diarréia sem sinais de desidratação



Classificação Verde


Ø Crianças < 2 anos assintomáticas;
Ø Idosos >60 anos assintomáticos
Ø Crianças > 3 anos e < 10 anos assintomáticas
Ø Gestantes assintomáticas
Ø Deficientes Físicos Assintomáticos



Classificação Azul


Ø Pacientes assintomáticos por ordem de chegada;
Ø Queixas sem alterações agudas.
Ø Procedimentos como: curativos, trocas ou requisições de receitas médicas, avaliação de resultados de exames, solicitações de atestados médicos;

TÍTULO: SAÚDE NO CAMPO E DO CAMPO Iª Parte



            A dinâmica do capitalismo do início do século xx, baseada no modelo econômico agro-exportador, desempenhou importante papel como ideia-força para construção social e política do Estado brasileiro. Historicamente, essa situação tem levado a população camponesa a lutar por políticas públicas que contribuam de forma legítima para reafirmar o campo, como espaço de produção de existência humana digna para essa população.

            A imagem do Brasil como um grande hospital, feita pelo médico Miguel Pereira em 1916, tornou-se emblemática frente à situação sanitária da população nesse período. Várias endemias e epidemias assolavam o país, tais como malária, varíola, peste, tuberculose e febre amarela. A expectativa de vida de um brasileiro era em média de 30 anos. Há relatos de que esse quadro afetava vários setores do comércio exterior. Os navios estrangeiros evitavam atracar nos portos de Santos e Rio de Janeiro.

            Após a Primeira Guerra mundial, o debate nacionalista intensificou-se. Em 1912, Oswlado Cruz designou Penna e Arthur Neiva para estudarem as condições sanitárias e enfretarem os problemas de saúde existentes no norte da Bahia, sudeste de Pernambucano, sul do Piauí e nodeste de Goiás. Durante sete meses esses dois sanitaristas identificaram e registraram não somente os aspectos das doenças, mas principalmente as condições sociais, econômicas e culturais da vida das populações locais. Em 1913 Penna, por conta própria, percorre os estados do nordeste e centro-oeste. No ano seguinte o relatório de viagem dessas expedições foi publicado nas Memórias do Instituto Oswaldo Cruz, trazendo para a opinião pública a realidade da saúde no interior do país.

            Em maio de 1918, foi criado o Serviço de Profilaxia Rural pelo Presidente Wesceslau Brás, que nomeou Penna para dirigí-lo. Foram instalados os dez primeiros postos sanitários em áreas rurais do distrito Federal e realizadas várias conferências em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. A liga pró-saneamento do Brasil editou o periódico saúde – Mensário de higiene, Assuntos Sociais e Economia. O editorial do ùltimo número afirmava que a agremiação tinha alcançado os objetivos coma criação do Departamento Nacional de hegiene e Saúde Pública (DNPS), em 1920, dirigido até 1926 por Carlos Chagas.

            Esse período correspondente à primeira república, ficou conhecido como a Era do saneamento e da consciência das elites em relação à saúde da população. Houve o reconhecimento de que o Estado Nacional deveria assumir a responsabilidade pelas questões relativas à saúde. Estavam dadas as condições para criação de um sistema nacional de saúde, ainda que incipiente, caracterizado pela verticalização das ações e centralização no governo federal.

            Durante a Segunda Guerra, dois fatores contribuiram para o aumento do fluxo migratório – principalmente de nordestinos – para a Amazônia; o aumento da importância estratégica da borracha e demais recursos naturais, e a seca de 1942, após o Estado novo, com a implantação do Serviço Especial de Saúde Pública(SESP) na Amazônia, cresce consideravelmente a influência norte-americana no modelo brasileiro de assistência `saúde. Em 1948, seguindo esse modelo,foi prestada assistência médica no combate à malária empregando o DDT nas diversas regiões, conforme interesses econômicos imperantes na época. No período seguinte, houve maior valorização das intervenções de caráter técnico, e devido à disponibilidade de inseticidas de ação residual, os serviços de saúde pública conseguiram reduzir a incid~encia de malária e outras doenças vetoriais. E entre 1949 e 1951, a disponibilidade de antibiótico também permitiu uma queda acentuada da prevalência da tuberculose.

            Paralelamente, os ruralistas organizaram a I Conferência Rural, e nesse contexto o Estado cria o  Serviço Social Rural vinculdo ao Ministério da Agricultura ( lei 2.613\1956). Essa é considerada a primeira iniciativa estatal de política voltada para o campo. A lei previa a prestação de serviços sociais, o estímulo à criação de cooperativas, e a realização de pesquisas para o desenvolvimento rural (IENO), 1994.

            A década de 60, caracterizada pela efervescência social e política no campo, foi palco da expansão das Ligas camponesas (MEDEIROS, 1989), que em 1963 já se constituíam como movimento plítico de caráter nacional, priorizando a luta pela Reforma Agrária e pressionando o Estado para incorporar os trabalhadores do campo ao sistema previdenciário, o que ocorreu por meio do Estatuto do trabalhador rural, estava criado o benifício da legislação trabalhista para os trabalhadores do campo, nesse mesmo período foi criado a CONTAG com a presença do 500 delegados da maioria das unidades federadas.

            Com o golpe militar de 1964, as organizações dos trabalhadores e suas reivindicações foram reprimidas. Ao mesmo tempo em que se amplia a legislação trabalhista e regulamenta-se a questão fundiária com o Estatuto da terra (1964), desmobiliza-se coercitivamente os sindicatos, que foram transformados em órgãos assistencialistas cumpridores de função supletiva aos Estado. Pactos sindicais foram proibidos pela legislação (SOARES, 1985).

            Em 1967, o governo federal criou o Fundo de Assistencia e previdência Rural- FUNRURAL – autarquia ligada ao ministério da prvidência Social, que só em 1971 começou a funcionar, executado pelo PRORURAL. Em sua regulamentação proibiu-se a assistencia direta fomentando assim a terceirização do serviço. Tem início assim um reforço do processo de capitalização privada do setor saúde, via política de financiamento semelhante à adotada para a prestação de serviços médicos para os trabalhadores urbanos.

            No final da década de 70, surgiram as comunidades eclesiais de base, as oposições sindicais, e os movimentos grevistas no campo e na cidade. Segundo Eder Sader(1988), o que caracterizou os movimentos nesse período foi a busca de autonomia, principalmente frente ao Estado, já na década de 80 o Estado procura uma saída para a cobertura dos crescentes gastos coma assistencia à população do campo, tendo em vista que o FUNRURAL já havia sido destituido no fim dos anos 70, dinate desse fato começa a se discutir nova lei para previdencia dos trabalhadores do campo, debates intensificados no IV Comgresso da CONTAG, ocorrido em Brasília, no início da"Nova República."

            Nesse período surgem, no cenário dos movimentos dos trabalhadores do campo, divergências políticas internas, tanto no que se refere às relações com o governo, quanto nas estratégias de enfrentamento dos conflitos de terra. Estes conflitos foram acentuados pela introdução do modelo empresarial de gerenciamento de médias e grandes propriedades rurais, organizados pela união democrata Ruralista- UDR, a convocação da Assembleia constutuinte abriu novas posições frente às políticas públicas, e , particularmente à política de saúde. Nesse contexto sistematizaram-se as reividicações dos trabalhadores do campo em relação à previdencia social e à saúde. Fato muito importante para democracia brasileira e para a luta dos trabalhadores, incluindo o  debate das políticas do setor saúde com a proposta concreta da regularização de um sistema Universal.

            Na década de 90, intensificaram-se as ações no campo, com a comissão pastoral da terra( CPT) e as ações do movimento dos Trabalhadores rurais Sem Terra (MST) surgido na região sul em 1984, e no final dseta década e o início do século XXI, são marcados por intensa movimenteção no campo liderada por setores organizados que lutam não só pelo acesso à terra, mas pela superação da histórica desigualdade de acesso aos direitos sociais.


                                                A Lei Nº 8.080\90 dispõe que

         " a saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviçços essenciais; os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do país"

            A 11ª Conferência Nacional de Saúde (CNS) apontou como desafios o de garantir à população do campo condições de acesso aos sistema de saúde, e o de assegurar um atendimento em todo sistema, com qualidade e humanização. Para que isso se concretize torna-se necessário investir em educação permanente de profissionais, de modo a permitir a compreensão sobre as especificidades de cada um dos grupos populacionais que compões a população do campo brasileiro, me parece que devemos impulsionar este direito consquistado com a luta dos trabalhadores; o acesso aos sistema de saúde como garantia constitucional à população do campo, por meio do sistema único de saúde, reafirma-se nessa formulação de política como expressão de uma pacto nacional.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

SEMINÁRIO DE SAÚDE DA FAMÍLIA E COMUNIDADE NO CAMPO-SESAFAC

SEMINÁRIO DE SAÚDE DA FAMÍLIA E COMUNIDADE NO CAMPO-SESAFAC

Objetivos:
1-      Conhecer a realidade local a partir da visão das lideranças formais e informais da comunidade;
2-      Buscar um nivelamento sobre o sistema de saúde - SUS/ESF;
3-      Agrupar elementos que servirão de base para o planejamento estratégico situacional do CSF: Lêda Prado- Aracatiaçu;
4-      Construir um processo de co-gestão entre ESF e população – usuários.

INTRODUÇÃO:
O seminário em saúde da família no campo tem em sua essência principal; conhecer como pensa a população a respeito da saúde em seu território, assim como analisar propostas de mudança para melhorá a prática dos princípios do SUS, deve-se também elencar várias ideias que irão contribuir para a gestão local e assim alcançar um melhor atendimento aos seus usuários (as).
Para viabilidade do SESAFAC é necessário organizar comissões para realizar seu desenvolvimento.
- Comissão 1- comunicação e divulgação, com objetivos de articulação dos participantes, assim como levar o projeto a conhecimento do público alvo;
- Comissão 2- Infraestrutura, com objetivos de garantir toda a logística do evento;
- Comissão 3- Metodológica, organizar a metodologia do SESAFAC, antes durante e depois, elementos de planejamento;
- Comissão 4- Relatoria, fichar e sistematizar todo o evento das diversas formas; escrita, filmado e de imagem.
É necessário que antes do convite oficial se faça uma conversa como as lideranças pessoalmente, no intuito de garantir a participação massiva no SESAFAC, o ideal para melhor realização didática um número aproximado de 50 participantes, incluindo as representações de lideranças formais e informais da comunidade.

PROGRAMAÇÃO:
MANHÂ: 09h00min
Iº Momento:
-Abertura com convidados da gestão municipal;
Mesa; Gerente, secretário de saúde, coordenação da atenção básica, presidente do CMS, presidente do CL, presidente da Associação comunitária.
IIº Momento:
-Debate sobre o sistema público de saúde
-Vídeo história da saúde pública no Brasil
Facilitador (a) do debate:
Almoço 12h00minh.
TARDE: 14h00minmin.
IIIº Momento:
-Conhecendo à realidade;
-Dinâmica: (sinal de vida e sinal de morte), objetivo analisar as potencialidades e fragilidades da ESF no território.

IVº Momento:
-Chuva de idéias para melhorar o sistema local de saúde/ CSF
-Divisão de grupos (debates com propostas concretas)
-O que poderemos melhorar no nosso PSF;
-O como fazer para melhorar nosso PSF;
-Quem são os responsáveis diretos e indiretos pela melhora.

A necessidade de ser posto em pauta o conceito de co-gestão no intuito de resolvermos juntos os problemas detectados no debate pelas lideranças.
TÉRMINO DO Iº SESAFAC 17h00min.

ORÇAMENTO:
=Transporte para lideranças das localidades para sede
100,00 reais
= Alimentação para 60 participantes do SESAFAC
1 almoço + uma merenda.
400,00 reais
Total: 500,00 reais
MATERIAIS:
Data Show -1                                   fita gomada -3 und
Not book  -1                                    papel ofício -2 resma
Máquina fotográfica- 1                  pincel piloto- 2cx verm. azul
Filmadora    - 1                                Xeróx de doc.
Papel Madeira     - 10 und                       

Critério de participação:
Todos os ACS deverão selecionar duas lideranças como máximo de sua micro área, sendo uma formal representante de alguma instituição e outra considerada pela população local como uma contribuinte para saúde das mesmas.
Depois de selecionados os nomes deverão ser emitidos um convite formal aos mesmos, além de convite verbal pela ESF.
Comissão política pedagógica será responsável pela elaboração dos convites, assim com garantir o número de participantes proposto pelo SESAFAC.
CPP:
1-ACS: Júnior
2-ACS: Elza
3-ACS: Maroca
4-ACS: Carlos Alexandre
5-ACS: Ivone
6-Dra. Bábara
7-Dr. Josiano
8-Dra. Marina
9-ACS: Chagas
10-ACS: Rosa