Durante os dias 25, 26 e 27, realizou-se o II Encontro Nacional dos Estudantes Brasileiros de Medicina em Cuba, no Acampamento Internacional "Julio Antonio Mella" (CIJAM), Município Caimito, Província Artemisa. O evento contou com a participação de 130 delegados eleitos entre os quase 600 estudantes brasileiros. Com o objetivo de debater assuntos internos da organização, a solidariedade a Cuba e a inserção dos egressos da ELAM ao Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil. Presidente ABEMEC – Pólo Havana, Thiago Ponciano, Reitor da ELAM, presidente da OCLAE, Yeovani Chachaval, Dr. Juan Carrizo Estevez, do primeiro secretário da Embaixada do Brasil em Cuba, Túlio Amaral Kafuri. Durante a abertura os estudantes apresentaram uma Moção de Solidariedade a Cuba, exigindo a libertação imediata de Ramón, Gerardo, René, Fernando e Antonio, os cinco lutadores anti-terroristas cubanos presos nos EUA, o fim do bloqueio a Cuba, o fechamento da Base de Guantánamo e o cesse da Agressão Imperialista a Líbia.
No sábado 26, o Professor Dr. Marco Aurélio da Ros, participou de um frutífero encontro com os estudantes, no qual se debateu o tema "Reforma Sanitária no Brasil, passado, presente e perspectivas". Os trabalhos seguiram pela tarde em Grupos Temáticos sobre: Solidariedade a Cuba, Reforma Sanitária, sobre Extensão Universitária (o papel das Brigadas Estudantis de Saúde), a inserção na Associação Medica Nacional – Maria Fachini e sobre a revalidação dos diplomas no Brasil.
No domingo, os estudantes debateram com a professora Maria Auxiliadora (NESCUBA) e com o companheiro Fabio do ICAP sobre a história do movimento de solidariedade a Cuba no Brasil.
Os trabalhos se encerraram com a aprovação do novo estatuto da ABEMEC e com a aprovação de uma "Carta aberta ao povo brasileiro".
Carta aberta ao povo brasileiro. No ano de 1998, quando os furacões George e Mitch provocaram grandes destruições em centro-américa, suplantando a capacidade de resposta civil e governamental aos desastres naturais, o governo cubano decidiu fundar uma Escola Internacional para a formação de médicos, 100% pública, 100% gratuita, aos jovens dos países periféricos, com o objetivo de atender aos excluídos dos sistemas de saúde precarizados e privatizados. Um ano depois se cria a Escola Latino-americana de Medicina (ELAM).
A partir da próxima graduação seremos mais de 10.000 médicos, oriundos de 116 países de Ásia, África, Oceania e América, formados por esse projeto. Até o momento os médicos formados pela ELAM estão participando de importantes projetos sociais em inúmeros países de América.
No Haiti existe uma cooperação tripartite entre os governos de Cuba-Brasil-Haití, onde mais de 680 médicos formados em Cuba, trabalham atendendo gratuitamente ao povo haitiano, atingido pelo terremoto mais forte conhecido pela história contemporânea do continente e que agora sofre uma importante epidemia de cólera.
No Equador, jovens formados em Cuba participam de uma Missão governamental chamada "Manuela Espejo", estão fazendo o levantamento em todos os rincões desse país das pessoas com deficiência física e mental, levando assistência médica integral a todo o interior equatoriano.
Na Venezuela, jovens formados pela ELAM participam de um projeto Governamental chamado "Batalhão 51", em homenagem aos primeiros 51 venezuelanos formados pela ELAM, que atende a populações ao longo da Amazônia venezuelana e outras regiões afastadas desse país.
Poderíamos citar exemplos do trabalho dos médicos latinos formados em Cuba, em Nicarágua, México, Honduras, Guatemala, Peru, Bolívia e em muitos outros países de América.
E no Brasil, país mais rico da América Latina, que possui mais de 568 municípios sem nenhum médico e mais de 1500 sem médico fixo, onde crianças morrem por enfermidades infecciosas, desidratação, e outras enfermidades previníveis, facilmente tratáveis se atendidas prontamente, no qual a mortalidade infantil está em torno de 20 por mil nascidos vivos, sendo que no nordeste, por exemplo, chega a 34,4 por mil nascidos vivos, muito diferente de Cuba com 4,5 por mil. Além disso, são milhares os pacientes da terceira idade, portadores de doenças crônicas não transmissíveis, como a Hipertensão Arterial e a Diabetes, sem atenção médica devida. A inserção dos estudantes formados em Cuba e em outros países no Brasil tem sido dificultada por barreiras corporativas de setores reacionários e mentirosos, que até hoje não assumiram a responsabilidade de levar o direito à saúde a todo o povo brasileiro.
A medicina no Brasil hoje é controlada pelo Complexo Médico-Industrial: "empresários da saúde", corporações farmacêuticas e de tecnologia médica que influenciam a formação médica, de forma que nossos médicos são educados a interpretar "exames complementares", sem tocar nem olhar o paciente, sem entrevista-lo, nem menos dedicar-lhe atenção psico-social. A medicina brasileira esta mercantilizada e desumanizada.
Nós, estudantes da Escola Latino-Americana de Medicina, vimos a público colocar-nos a disposição da sociedade e dos poderes públicos de todos os níveis da federação para a realização de um Plano Integral de Inserção ao Sistema Único de Saúde (SUS), que permita a inserção de médicos formados no Brasil e no exterior, dispostos a levar o acesso à saúde e qualidade de vida às famílias hoje excluídas da assistência médica.
O Sistema Único de Saúde é a bandeira mais ousada que o movimento popular brasileiro construiu com muita luta e articulação no século passado. Desde a sua aprovação na constituição cidadã e da incompleta regulamentação posterior, tem sofrido ataques constantes que ameaçam destruir e descaracterizar o maior sistema de cobertura médica do mundo. Por conta do reconhecimento das patentes internacionais sobre os medicamentos, a demora para aprovação da Emenda Constitucional 29, a derrubada da CPMF, a legalização das Fundações e a entrega do serviço de saúde às Operadoras de Serviço, o SUS necessita cada vez más ser defendido e tornar-se uma realidade.
O Brasil, que possuí um desenho formal do sistema de saúde mais completo que outros países da região, gasta menos per capita que países vizinhos como Argentina e Chile.
Nós, estudantes de medicina da Escola Latino-americana de Medicina, reunidos em nosso II Encontro Nacional em Cuba, vimos a público manifestar nosso compromisso de tornar o Sistema Único de Saúde uma realidade para o povo brasileiro. Convidamos a sociedade para juntar-se a nós na defesa de um SUS verdadeiramente para todos. 27 de março de 2011. Caimito, Província Artemisa, Cuba.
A abertura do evento contou com a presença do Reitor da ELAM, Dr. Juan Carrizo Estevez, do primeiro secretário da Embaixada do Brasil em Cuba, Túlio Amaral Kafuri, do professor Dr. Marco Aurélio da Ros (UFSC), da professora Maria Auxiliadora Cesar, coordenadora do Núcleo de Estudos Cubanos da UnB, do presidente da OCLAE, Yeovani Chachaval, dos Diretores de atenção ao Brasil e Atenção a Estudantes Estrangeiros do Instituto Cubano de Amizade com os Povos (ICAP), Fabio Simeón e Bárbara Diaz, respectivamente e da representação do CIJAM.
quinta-feira, 31 de março de 2011
segunda-feira, 28 de março de 2011
Más de cinco mil víctimas el trágico balance de la guerra sucia de Estados Unidos contra Cuba (I)
El pueblo cubano es uno de los que más ha sufrido a causa del terrorismo
El próximo 22 de abril se cumplen 35 años del acto terrorista ejecutado contra la Embajada de Cuba en Lisboa, Portugal. Como consecuencia, dos familias cubanas quedaron enlutadas para siempre. En un humilde hogar de La Habana tres niños lloraban la muerte de su madre, la joven Adriana Corcho Calleja, de 34 años. En otra casa de familia sucedía algo similar, cuando dos niñas sufrían la pérdida irreparable de su padre, Efrén Monteagudo Rodríguez, de 35. Este suceso no debe estimarse como un hecho aislado. Desde el triunfo de la Revolución cubana el gobierno de los Estados Unidos y sus servicios de inteligencia comenzaron a tejer una larga cadena de agresiones y actos terroristas, que han provocado más de cinco mil víctimas entre muertos y heridos, incluyendo ancianos, mujeres, jóvenes, adolescentes y niños.
El Primero de Enero de 1959 se produjo la huida de Fulgencio Batista y el triunfo de la Revolución cubana. A partir de ese momento, las primeras medidas adoptadas estuvieron en consonancia con el compromiso contraído con el pueblo desde los días de la lucha clandestina y la guerra de liberación: la destrucción del viejo aparato estatal y el procesamiento jurídico de los más connotados criminales de guerra y torturadores, que al servicio de la tiranía batistiana habían cometido numerosos y horrendos crímenes.
En medio de estos profundos cambios conceptuales y estructurales, que removieron las bases de la nación y fueron creando las condiciones para construir una nueva sociedad, el gobierno norteamericano de Dwight D. Eisenhower suspendió la asignación de créditos y desencadenó una sistemática campaña de calumnias contra Cuba, con el objetivo de ahogar el proceso de transformaciones y justicia social que tenía lugar en toda la isla.
Simultáneamente, en distintas regiones montañosas se produjeron alzamientos armados de ex militares de la tiranía batistiana que pretendían evadir la aplicación de las leyes revolucionarias. En agosto de 1959, después de varios meses de conjura y confrontaciones, fue derrocada una conspiración yanqui-batistiano-trujjillista con la que pretendieron derrocar la naciente Revolución. En septiembre de ese la CIA comenzó a preparar una invasión militar.
El 21 de octubre se produjo la detención del comandante Huber Matos, principal responsable de una sedición militar en Camagüey. Ese mismo día el traidor Pedro Luis Díaz Lanz sobrevoló la capital del país en una agresión artera, causando 2 muertos y 45 heridos, así como el pavor en el pueblo. Ambos hechos eran parte de una confabulación dirigida por las más altas esferas del gobierno norteamericano.
El 4 de marzo de 1960, cuando el vapor francés La Coubre desembarcaba en el puerto de La Habana un cargamento de municiones y granadas de fusil, que Cuba había comprado en Bélgica para garantizar su defensa, tuvo lugar una explosión que provocó alrededor de 100 muertos y 34 desaparecidos (incluyendo 6 marinos franceses). Hubo unos 400 heridos. En la despedida de duelo a los caídos surgió parte de la consigna, que ha guiado al pueblo de Cuba en estos largos años de luchas y de victorias: Patria o Muerte. Dos semanas después Eisenhower suscribió un documento titulado Un programa de acción encubierta contra el régimen de Castro.
Durante el verano comenzaron a sistematizarse los alzamientos y las infiltraciones de grupos armados. Se intensificaron los sobrevuelos de aeronaves piratas y el bombardeo de ciudades, poblaciones rurales, centrales azucareros y cañaverales. Con la falsa Ley de Patria Potestad y la Operación Peter Pan para separar a los padres de sus hijos, en los próximos veinte años la CIA sacó de Cuba un total de 14 048 niños.
El 3 de enero de 1961 el gobierno de Estados Unidos rompió las relaciones diplomáticas con Cuba. Dos días después una banda de alzados dirigida y apoyada por la CIA asesinó al maestro voluntario Conrado Benítez García, de 18 años y al campesino Eliodoro Rodríguez Linares, de 31. A partir del 6 de enero mediante la Operación Silencio, de la CIA, se produjeron seis lanzamientos de paracaídas con armas sobre el Escambray. Estaban dirigidos al principal cabecilla de alzados que esa agencia había designado para apoyar la invasión, pero fueron ocupados por las Milicias. Se intensificaron los sabotajes. El 28 de febrero explotó una bomba en la Escuela de Secretariado Nobel Academy, de la Víbora, donde fueron gravemente heridas una profesora y siete alumnas.
En horas de la madrugada del 13 de marzo una lancha pirata atacó con fuego de ametralladoras la refinería “Hermanos Díaz” de Santiago de Cuba, provocando la muerte del marinero René Rodríguez Hernández y heridas a un miliciano que se encontraba en La Socapa. Los proyectiles perforaron tres tanques de combustible. La torre atmosférica —de 107 pies de altura— destinada a la destilación de petróleo, recibió el impacto de un proyectil de cañón de 57 milímetros, que desató un incendio.
El 13 de abril un grupo de elementos contrarrevolucionarios provocaron el incendio de la tienda El Encanto, donde perdió la vida la trabajadora Fe del Valle Ramos y fueron heridas 18 personas. A finales de la primera semana de abril, la Operación Jaula de las Fuerzas Armadas Revolucionarias redujo al mínimo los casi 700 bandidos que la CIA había logrado establecer en el Escambray y los obligó a dispersarse.
El 15 de abril varios aviones con falsas insignias cubanas bombardearon los aeropuertos de Santiago de Cuba, San Antonio de los Baños y Ciudad Libertad. En este último lugar se reportaron 8 muertos y 53 heridos. El 16 en la despedida de las víctimas se proclama el carácter socialista de la Revolución, quienes murieron después lo hicieron defendiendo al socialismo. El 17 de abril se desencadenó la Operación Zapata de la CIA, que consistió en la invasión mercenaria de la Brigada 2506 por Playa Girón. Fue derrotada en unas 66 horas. Las bajas en las filas revolucionarias ascendieron a 176 muertos (incluyendo civiles) y unos 300 heridos, de ellos 50 incapacitados de por vida.
La Comisión Taylor del gobierno de Estados Unidos analizó las causas de la derrota. A partir de julio, por indicaciones de la CIA se inició un proceso de resurgimiento del bandidismo y fortalecimiento de la contrarrevolución en las ciudades. La agresión y la ilusión de una nueva invasión con participación directa de fuerzas militares norteamericanas, continuaron.
Durante todo el año las bandas de alzados intentaron hacer fracasar la Campaña de Alfabetización y cometieron asesinatos de maestros voluntarios, brigadistas alfabetizadores y campesinos que los apoyaban, pero no pudieron evitar que culminara exitosamente el 22 de diciembre con un acto central presidido por Fidel en la Plaza de la Revolución. Esta gesta heroica, que fue la batalla contra el analfabetismo este año cumplirá medio siglo.
En 1962 el gobierno norteamericano desencadenó la Operación Mangosta, que intentaba derrocar a la Revolución, un nuevo fiasco de la CIA, se puso en marcha. El 7 de febrero comenzó oficialmente el bloqueo económico, comercial y financiero contra Cuba, que es ya el más prolongado de la historia. El 12 de abril fue asesinado el obrero Francisco Rodríguez García en la Base Naval de Guantánamo. El 14 de julio fue asesinado el pescador Rodolfo Rosell al ser atacado su pesquero por soldados de esa instalación militar. Se incrementaron las infiltraciones por vía marítima, el terrorismo de las bandas de alzados y los sabotajes de las organizaciones contrarrevolucionarias. Fue el año en que las bandas de alzados cometieron más crímenes. Esta nueva escalada agresiva fue dirigida y controlada personalmente por el Presidente y el Fiscal General de los Estados Unidos. Los planes para asesinar a los principales líderes de la Revolución se incrementaron.
El 24 de enero de 1963 una banda de alzados atacó una vivienda campesina en Bolondrón, Matanzas, provocando la muerte de dos niños y graves heridas a otros dos y la madre. En abril se comenzó a desencadenar el Programa de Múltiple Vía de la Administración Kennedy. El 5 de septiembre, una bomba de fabricación norteamericana, lanzada por un avión procedente de la Florida, cayó encima de una vivienda en Santa Clara, causando la muerte del maestro Fabric Aguilar Noriega, de 27 años de edad. Resultaron gravemente heridos sus hijos de 2, 3 y 5 años. Se produjeron más sabotajes. En ese año se registran 148 actos de terror consumados.
En 1964 se incrementaron las operaciones marítimas y aéreas contra el territorio nacional. Comenzaron a desarrollarse las Operaciones Autónomas de la CIA, mediante grupos armados que partían desde campamentos radicados en Centroamérica para lanzar ataques contra la isla. Al igual que en el año precedente se ejecutaron 134 actos de terror.
El 5 de julio de 1965 fue capturada la última banda de alzados que mantenía su estructura en todo el territorio nacional. El 26 de julio Fidel Castro anunció que el bandidismo había sido derrotado. También era una nueva derrota para la CIA que lo había dirigido desde 1960. Entre 1959 y 1965 las bandas cometieron 196 crímenes y causaron enormes daños materiales. Cerca de 150 escuelas rurales fueron incendiadas, de ellas 85 totalmente destruidas. Ese año además se realizaron 100 actos de terror
El 21 de mayo de 1966 alrededor de las siete de la noche, un soldado norteamericano realizó un disparo de fusil hacia las postas cubanas. Resultó muerto el soldado Luis Ramírez López. El Gobierno Revolucionario acusó al gobierno de los Estados Unidos como responsable de las provocaciones que partían desde ese territorio ilegalmente ocupado.
El 2 de noviembre el gobierno de Estados Unidos aprobó la asesina Ley de Ajuste Cubano para estimular las salidas ilegales de la isla y mantener en crisis las relaciones bilaterales. Como consecuencia, durante los últimos 45 años una cifra indeterminada de ciudadanos de diferentes edades han muerto ahogados o han sido alimento de los tiburones en el Estrecho de la Florida. El Gobierno Revolucionario ha reiterado en múltiples ocasiones que ese engendro debe cesar y que la emigración hacia Estados Unidos, debe ser organizada, segura y de manera legal.
El 31 de mayo de 1967, la organización contrarrevolucionaria Acción Cubana Nacionalista, encabezada por el terrorista Orlando Bosch Ávila, logró colocar una bomba de magnesio en el pabellón de Cuba en la Expo’67, una exposición internacional que tenía lugar en la ciudad de Montreal, en Canadá. Se produjo un intenso fuego y fue necesario movilizar a los bomberos para sofocarlo. Las pérdidas materiales fueron considerables. Se incrementó el terrorismo contra las representaciones cubanas y su persona en el exterior y contra los intereses de países que mantuvieron las relaciones con Cuba, no obstante las presiones de Estados Unidos, para el aislamiento diplomático, comercial, financiero y de todo tipo para derrocar a la Revolución.
El 15 de octubre el Movimiento Nacionalista Cubano colocó otro artefacto explosivo en la oficina de Cubana de Aviación, en Montreal, Canadá, provocando grandes daños materiales que fueron valorados en unos 25 mil dólares. El día 21 la misma organización colocó otra bomba en la Oficina Comercial de Cuba en la misma ciudad, ocasionando daños considerables. El 29 de diciembre de 1967 fue derribada la avioneta Taylor Craft, matrícula N‑96467, cerca de Cayo Bahía de Cádiz, al norte de Las Villas, cayendo en Cayo Falcones. Fue capturado su piloto, el norteamericano Everett D. Jackson, de 27 años, residente en California, quien declaró haber salido desde el aeropuerto de Homestead, en la Florida. Momentos antes de ser derribado, había lanzado un paracaídas que contenía una carabina M‑1, una mira telescópica, 6 depósitos y 200 cartuchos, 2 cámaras fotográficas y su telefoto, un prismático y mapas en escala militar. Sería el año de un cambio en la modalidad agresiva, mientras las fracasadas incursiones marítimas y aéreas contra el territorio nacional disminuyen, se incrementa el terrorismo en el exterior. Era sólo el preludio de la ola agresiva del año siguiente.
En 1968 se produjo un incremento del terrorismo contra intereses y personal de Cuba en el exterior y contra otros países que mantuvieran nexos con la Isla. Poder Cubano, el Movimiento Nacionalista Cubano y otros grupos fascistas de cubanos extremistas ejecutan 94 actos de terror, la mayoría dentro del territorio de Estados Unidos, país que después de Cuba ha sido el más afectado por el flagelo que sus administraciones gestaron, armaron, entrenaron, dirigieron y toleran aún.
La política hostil de sucesivas administraciones había tenido su primera década de derrotas, pero seguiría empecinada en alcanzar sus objetivos imperiales condenados igualmente al fracaso.
segunda-feira, 21 de março de 2011
quarta-feira, 2 de março de 2011
Desigualdade na escassez
1 de março de 2011 às 13:00h
Dados do Conselho Federal de Medicina mostram que possuímos no País 340 mil médicos, o que para uma população de 190 milhões representa 1,78 médicos para cada mil habitantes, número insuficiente quando comparado com os 2,6 nos Estados Unidos, 3 na Argentina, 3,2 na Europa Ocidental, 3,8 em Portugal e 6,6 por mil habitantes em Cuba.
A necessidade de apenas um por mil habitantes é anterior aos anos 60, quando dois terços da população viviam no campo. A conclusão é que faltam médicos, deixando largas parcelas da população de baixa renda com acesso limitado a esse profissional. Essa deficiência é agravada pela distribuição dos médicos no território nacional. Mais da metade encontra-se nas capitais, enquanto nessas cidades vive apenas 20% da população. Isso pode levar à conclusão de que, nas capitais, o número de médicos é suficiente. Quando se verifica que Vitória possui um médico para 127 habitantes (7,8/mil), Recife tem um médico para 213 habitantes (4,7/mil), Porto Alegre um médico para 180 habitantes (5,5/mil), São Paulo um médico para 312 habitantes (3,2/mil), a conclusão de que as capitais estão bem atendidas parece correta.
Ocorre que a concentração de médicos acompanha, aproximadamente, a distribuição dos hospitais. E quando analisamos, por exemplo, na capital de São Paulo a disponibilidade de leitos hospitalares salta à vista a desigualdade da distribuição. Em 1999, fizemos um levantamento juntamente com Vivaldo Luconti, da Fundação Seade. A cidade de São Paulo, à época com 10 milhões de habitantes, estava dividida em 96 distritos.
Nos 25 distritos da área mais rica e mais antiga da cidade, onde moravam 1,8 milhão de pessoas, existiam 13 leitos por mil habitantes. Assinala-se que 3/1.000 é número considerado adequado. Nos outros 71 distritos, onde viviam 8,2 milhões de habitantes, existia 0,6 leito para cada mil habitantes. E em 39 distritos desse total, com 4 milhões de habitantes, não existia nenhum leito, zero. Esse panorama encontra-se em praticamente todas as grandes cidades e áreas metropolitanas no País.
Ficam, por isso, grandes parcelas da população, mesmo nas capitais, sem o acesso a médico. Se a isto associarmos municípios de áreas mais carentes ou longínquas, onde não existem médicos, fica claro que alguma coisa deve ser feita.
Desde 1996, decidiu-se aumentar o número de cursos médicos. De, aproximadamente, 9 mil vagas, hoje ultrapassamos 15 mil e o número de faculdades, que era de 82, ampliou-se para 180. Entretanto, isso não foi acompanhado de melhora da distribuição de médicos, pois eles não estão sendo preparados para cuidar da população, mas para disputar vagas em residência médica.
Embora tenha aumentado o número de vagas para residência, de um lado, ela não comporta todos os formados e, de outro, serve mais para encaminhá-los às especialidades médicas, que se concentram nos grandes hospitais, e não para cuidar da população carente, sem a utilização da moderna tecnologia, agravando, em vez de minorar, a desproporção da distribuição. Por outro lado, alunos que pagam mensalidades superiores a 3 mil reais, chegando a 6 mil reais, não se disporiam a trabalhar em áreas carentes. O Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, ofereceu 16 vagas para residência em Saúde da Família. Apareceu apenas um candidato.
Desde 1995, o País implanta o programa de Saúde da Família, que já recrutou mais de 250 mil agentes comunitários e compôs cerca de 30 mil equipes de Saúde da Família, existindo em 93% dos municípios brasileiros, cobrindo mais de 85 milhões de habitantes. O programa precisa ser duplicado e, se hoje há dificuldade para aliciar médicos, trabalhando em regime de tempo integral junto à população, seria impossível cobrir a nossa necessidade, mantendo o esquema que temos hoje.
É preciso que os quase 16 mil médicos graduados por ano sejam preparados para atender a população sem necessidade de usar a alta tecnologia, reservada aos casos mais complexos e, esses médicos, incorporados no seio da população. A prática dos últimos 20 anos tem demonstrado que a estratégia que utilizamos não conseguirá mudar a situação, pois na verdade estimulam a especialização, que agrava a concentração.
É preciso inovar e nesse campo significa propor medidas para corrigir, em prazo relativamente curto, o problema da distribuição dos médicos.
Essa inovação passa pelo ensino médico, que não pode ser entendido como um negócio ou fonte de prestígio para entidades ou municípios, mas como a maneira de criar profissionais que venham resolver problemas que exijam uma resposta capaz de minorar os problemas da população.
Como todos os estados têm faculdades de medicina, alguns até com excesso de vagas, talvez fosse o momento de se criarem estágios de um ou dois anos no estado no qual se graduaram, prestando serviço no programa de Saúde da Família, como pré-requisito para residência médica. Dessa forma, os que terminarem o curso médico, em vez de se prepararem para prestar concurso para residência, se preparem para atender às situações mais frequentes que afetam a população. Isso significaria, em dois anos, poder criar mais de 30 mil equipes de Saúde da Família, cobrindo o déficit de acesso da população.
Simultaneamente, criar ambulatórios de especialidades ou unidades de pronto-atendimento, para dar cobertura aos médicos de família e permitir que eles tenham acesso a leitos hospitalares o mais próximo possível da residência de seus pacientes.
Programa dessa magnitude exige um aporte de recursos, que, se não for mobilizado, impede que se fale em prioridade para a saúde.
Desde 1980, os profissionais de saúde apontam caminhos. Até hoje, embora convivendo com autoridades dos três níveis que sempre proclamaram prioridade para a saúde, o problema, apesar de conquistar algumas vitórias, deixa muito a desejar. E isso porque saúde nunca foi prioridade.
Fonte: Carta capital
Além de faltarem médicos, eles estão mal distribuídos pelo Brasil. Por Adib Jatene. Foto: Istockphoto
A necessidade de apenas um por mil habitantes é anterior aos anos 60, quando dois terços da população viviam no campo. A conclusão é que faltam médicos, deixando largas parcelas da população de baixa renda com acesso limitado a esse profissional. Essa deficiência é agravada pela distribuição dos médicos no território nacional. Mais da metade encontra-se nas capitais, enquanto nessas cidades vive apenas 20% da população. Isso pode levar à conclusão de que, nas capitais, o número de médicos é suficiente. Quando se verifica que Vitória possui um médico para 127 habitantes (7,8/mil), Recife tem um médico para 213 habitantes (4,7/mil), Porto Alegre um médico para 180 habitantes (5,5/mil), São Paulo um médico para 312 habitantes (3,2/mil), a conclusão de que as capitais estão bem atendidas parece correta.
Ocorre que a concentração de médicos acompanha, aproximadamente, a distribuição dos hospitais. E quando analisamos, por exemplo, na capital de São Paulo a disponibilidade de leitos hospitalares salta à vista a desigualdade da distribuição. Em 1999, fizemos um levantamento juntamente com Vivaldo Luconti, da Fundação Seade. A cidade de São Paulo, à época com 10 milhões de habitantes, estava dividida em 96 distritos.
Nos 25 distritos da área mais rica e mais antiga da cidade, onde moravam 1,8 milhão de pessoas, existiam 13 leitos por mil habitantes. Assinala-se que 3/1.000 é número considerado adequado. Nos outros 71 distritos, onde viviam 8,2 milhões de habitantes, existia 0,6 leito para cada mil habitantes. E em 39 distritos desse total, com 4 milhões de habitantes, não existia nenhum leito, zero. Esse panorama encontra-se em praticamente todas as grandes cidades e áreas metropolitanas no País.
Ficam, por isso, grandes parcelas da população, mesmo nas capitais, sem o acesso a médico. Se a isto associarmos municípios de áreas mais carentes ou longínquas, onde não existem médicos, fica claro que alguma coisa deve ser feita.
Desde 1996, decidiu-se aumentar o número de cursos médicos. De, aproximadamente, 9 mil vagas, hoje ultrapassamos 15 mil e o número de faculdades, que era de 82, ampliou-se para 180. Entretanto, isso não foi acompanhado de melhora da distribuição de médicos, pois eles não estão sendo preparados para cuidar da população, mas para disputar vagas em residência médica.
Embora tenha aumentado o número de vagas para residência, de um lado, ela não comporta todos os formados e, de outro, serve mais para encaminhá-los às especialidades médicas, que se concentram nos grandes hospitais, e não para cuidar da população carente, sem a utilização da moderna tecnologia, agravando, em vez de minorar, a desproporção da distribuição. Por outro lado, alunos que pagam mensalidades superiores a 3 mil reais, chegando a 6 mil reais, não se disporiam a trabalhar em áreas carentes. O Hospital Santa Marcelina, em São Paulo, ofereceu 16 vagas para residência em Saúde da Família. Apareceu apenas um candidato.
Desde 1995, o País implanta o programa de Saúde da Família, que já recrutou mais de 250 mil agentes comunitários e compôs cerca de 30 mil equipes de Saúde da Família, existindo em 93% dos municípios brasileiros, cobrindo mais de 85 milhões de habitantes. O programa precisa ser duplicado e, se hoje há dificuldade para aliciar médicos, trabalhando em regime de tempo integral junto à população, seria impossível cobrir a nossa necessidade, mantendo o esquema que temos hoje.
É preciso que os quase 16 mil médicos graduados por ano sejam preparados para atender a população sem necessidade de usar a alta tecnologia, reservada aos casos mais complexos e, esses médicos, incorporados no seio da população. A prática dos últimos 20 anos tem demonstrado que a estratégia que utilizamos não conseguirá mudar a situação, pois na verdade estimulam a especialização, que agrava a concentração.
É preciso inovar e nesse campo significa propor medidas para corrigir, em prazo relativamente curto, o problema da distribuição dos médicos.
Essa inovação passa pelo ensino médico, que não pode ser entendido como um negócio ou fonte de prestígio para entidades ou municípios, mas como a maneira de criar profissionais que venham resolver problemas que exijam uma resposta capaz de minorar os problemas da população.
Como todos os estados têm faculdades de medicina, alguns até com excesso de vagas, talvez fosse o momento de se criarem estágios de um ou dois anos no estado no qual se graduaram, prestando serviço no programa de Saúde da Família, como pré-requisito para residência médica. Dessa forma, os que terminarem o curso médico, em vez de se prepararem para prestar concurso para residência, se preparem para atender às situações mais frequentes que afetam a população. Isso significaria, em dois anos, poder criar mais de 30 mil equipes de Saúde da Família, cobrindo o déficit de acesso da população.
Simultaneamente, criar ambulatórios de especialidades ou unidades de pronto-atendimento, para dar cobertura aos médicos de família e permitir que eles tenham acesso a leitos hospitalares o mais próximo possível da residência de seus pacientes.
Programa dessa magnitude exige um aporte de recursos, que, se não for mobilizado, impede que se fale em prioridade para a saúde.
Desde 1980, os profissionais de saúde apontam caminhos. Até hoje, embora convivendo com autoridades dos três níveis que sempre proclamaram prioridade para a saúde, o problema, apesar de conquistar algumas vitórias, deixa muito a desejar. E isso porque saúde nunca foi prioridade.
Fonte: Carta capital
Josiano Macêdo de Lima
Médico da Reforma Agrária Formado em Cuba
Especialista em Médicina de Família e Comunidade
Membro da Coordenação Nacional da AMN-MF
Médico da Reforma Agrária Formado em Cuba
Especialista em Médicina de Família e Comunidade
Membro da Coordenação Nacional da AMN-MF
Assessoria Técnica do Projeto Hospital da Mulher-CE
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